Nada tenho
Nem o chão que piso
Nem o astro que amo
Nem em ti que penso
Nem o corpo que dispo
Sou...
O pó infímo
Desfalecendo
Quedo mudo
Deixando a essência
Na escrita feita sentida
Do tudo e do nada
Construída em sentimentos
Desferidos amados
Que em mim desfilaram
No vácuo assombrado da Humanidade
Com a voz sombria fria
Vaga esmagada
Da tristeza e da alegria
Assim assino
A cinza desta identidade. |